Os sentimentos de minh’alma estão confusos.
A noite chora, o dia irônico sorri.
A lua lamenta, o sol finge ser feliz.
E o silêncio parece debochar de mim.
Ontem conversei com as estrelas, sinto que elas me compreendem.
O céu infinito tenta me explicar, sem nada dizer, que ele e a vida são iguais: ora escuros, ora claros.
O clima se faz outono, as folhas secas e opacas entram em sono profundo, elas caem, assim como minhas lágrimas, que o vento faz o favor em levá-las para longe, e eu com um leve suspiro agradeço.
Próximo a minha janela há uma roseira com uma única rosa cercada de espinhos...
Identifico-me com ela, perdida em um mundo que não condiz comigo.
Mas recordo que existe a primavera e concluo que logo a rosa e eu “renasceremos” para sermos felizes mais uma vez.

