21 de abril de 2010

A rosa e eu


Os sentimentos de minh’alma estão confusos.
A noite chora, o dia irônico sorri.
A lua lamenta, o sol finge ser feliz.
E o silêncio parece debochar de mim.
Ontem conversei com as estrelas, sinto que elas me compreendem.
O céu infinito tenta me explicar, sem nada dizer, que ele e a vida são iguais: ora escuros, ora claros.
O clima se faz outono, as folhas secas e opacas entram em sono profundo, elas caem, assim como minhas lágrimas, que o vento faz o favor em levá-las para longe, e eu com um leve suspiro agradeço.
Próximo a minha janela há uma roseira com uma única rosa cercada de espinhos...
Identifico-me com ela, perdida em um mundo que não condiz comigo.
Mas recordo que existe a primavera e concluo que logo a rosa e eu “renasceremos” para sermos felizes mais uma vez.

20 de abril de 2010

Gostar de gostar

Gosto do que ninguém vê, o que para os outros, os olhos desfocam.
Gosto do que ninguém vê, parece que para eles nada do que vejo é visto a olho nu, somente eu fui contemplada com esta sorte.
Gosto dos sorrisos mais sinceros, mesmo vindos de alguém desconhecido.
Gosto dos amores mais leais, aqueles que amam o amor, que quando um mais necessita do outro, o outro subitamente aparece, ou nunca se foi e o compreende no absoluto silêncio.
Gosto das dores mais fracas, aquelas que passam ao longo do dia, e deixando quem as possuía em harmonia com o mundo, e consigo mesmos.
Gosto de corações partidos... Por pensar que um dia foram inteiros, e por me deixar na curiosidade de saber se lutaram pelos seus objetivos ou perceberam que nada fizeram.
Gosto, gosto muito, apesar de não saber os reais sentimentos de gostar.
Afinal, o que é gostar?
Algo que nos dá uma pequena alegria, que para nós muito significa, pequenos gostos se tornam em nós? Gostar é viver? Gostar é ser? É tão bom gostar de gostar.