8 de fevereiro de 2011

Quero-quero

Uma câmera que tirará fotos da câmara que te sufocará
Tranque-se em seu casulo, pois não estarei lá
Se o dia clareou, isso não é problema meu
Insensível eu fico quando digo- um sonho morreu
Que rastejes, apedrejes e roubes minhas flores

Se há novos jardins, quero visitá-los
Meus olhos irão fitá-los, admirá-los
Cante, cante quero-quero
Quero me perder ao tentar me encontrar
Há tantos meios de me achar.

Liberdade, felicidade, amores de verdade
É isso o que almejo, que desejo, que vejo
E se você se aprisionar, eu não vou te liberar
As chaves estão em teus bolsos, amigos
Pequenas coisas importantes, a chuva feita de tantos pingos.

Há dificuldade de rimar
Quando a fumaça das casas fica a inalar
O café da manhã dos pobres, o sono dos ricos
Quantas almas são nobres e tantas outras são esnobes?
Pensamentos obscuros que terminam cômicos.

7:37- Um Poema de Desejos.

Trinta meses na trilha, meu amor
Altos e baixos em excesso, até cessar
Águas rolaram e o dia custou a amanhecer
Há borboletas que escolhem meu quarto para morrer
Eu não sei o porquê, o quê? O quê? O quê?
Meus cabelos escorridos, minha pele pálida
Meus sonhos coloridos, minha, tua, nossa vida é válida
Esperando o momento certo de congelar o corpo
E parar o tempo nos relógios da cidade pequena
Mas não podemos, que pena, que pena
Corações roubados, cheiros comprados
Frutas secas que a gente tem de comer
Pra sobreviver com doçura, ternura, bravura
Firmeza no corpo para ter firmeza na alma
Seremos fortes o suficiente para viver com calma?

5 de fevereiro de 2011

Luana


Eu estava indo dormir quando veio algo em minha mente... Sobre mim. Acho que nunca tinha acontecido isso, então só escrevi, agora posto no blog o que foi feito. Essa postagem retrata como as pessoas devem se amar, se aceitar e superar as dificuldades, afinal, nosso melhor amigo nasceu e vai morrer com a gente, cada um é seu próprio melhor/pior amigo, nossas escolhas nos definem. Enfim, let's go!

Luana, tu vens do céu
Luana, tu és branca, és meu véu
Luana, tu és doce, tu és mel
Luana, tu és tão confusa
Luana, não abusa
Oh, Lua Luana, eu sei que tu me amas
Luana, Luana, quero que tu olhes no espelho
E então, me verás
Luana, Luana, serei sincera e não vou te magoar
Luana, Luana, eu sou você, pode confiar
Luana, Luana, eu sempre vou te amar
Luana, o tempo irá mostrar
Luana, não chores chuva, contigo vou estar
Luana, a agonia nunca vai te sufocar
Enquanto houver momentos de luz
Enquanto você ser forte, suportar a cruz
Eu serei a Lua que te conduz
Suportarei contigo todos esses momentos
Eu vou entender teus sentimentos
Olhes no espelho e me verás
Terás carta na manga, um ás
A vida é fugaz
E quando a dor te abraçar
E quando a derrota se aproximar
E enquanto o pesadelo não acabar
Eu estarei em teu lar, eu vim pra te ajudar
Olhes no espelho e me verás
Luana, eu sou quem tu mais necessitas
Luana, não se esqueças das tulipas
Luana, teus sonhos voam feito pipas
Luana, tu és feliz
Luana, eu sempre te quis
Luana, sempre mude e pra melhor
Luana, eu só quero o teu amor
Eu confio nas tuas lágrimas
Eu confio no teu sorriso
Suas escolhas são imãs
E é tudo o que eu preciso.

2 de fevereiro de 2011

Farol

Quero ser o teu espelho
Receber o teu conselho
Duas vidas juntas, sem rodeio
Nem te amo nem te odeio
Meu confuso amante
Se te quero a todo instante
Sinto pena do meu solitário viver
Não te quero por querer
É mais que amar
Nunca consegui te odiar
Se te quero o tempo todo
É porque tu és meu iodo
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco
Sem você meu mundo é oco
É de faltar o ar
Causa sufoco, causa sufoco
E se te quero a todo o instante
É porque minha vida está em tua estante
Sirvo-lhe meu coração de bandeja no jantar
Desde que amor em mim...
Tu possas enxergar, provar, aprovar
Mas se não ver, não, não vou sofrer
Porque eu sei, é mais que amor, é mais que amar
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco.
Meu farol, meu farol
Sem ti, perco o foco.