25 de agosto de 2010

Gira Lua, gira Sol


As pessoas olham para mim como se eu fosse séria.
Mas quando me conhecem descobrem que rio muito.
Então depois de um certo tempo,
Elas descobrem que meu riso não é tão feliz como parece.
É claro que já tive dias de chorar de tanto rir,
Mas na maioria das vezes eu rio de tanto chorar.
A vida não é tão boa ou tão ruim quanto nos filmes,
Mas nos ensinam a continuar aqui, continuar firmes.
E então...
Gira, gira, gira lua, gira, gira, gira sol,
Os dias passam e estou só.

24 de agosto de 2010

Caneta esferográfica.

Quando você perde a pessoa que você mais amou, você segue a vida, mas parece que a vida não segue com você. Tive um único amor que posso considerar verdadeiro, dizem “quando você encontrar o amor da sua vida, você saberá” e eu realmente soube. Eu apertei o amor tão forte com as minhas mãos para ele não escapar, que ele acabou se machucando várias vezes, e teve hematomas graves. Às vezes penso se o amor em outra dimensão pensa em mim, e penso também que se ele realmente pensasse em mim, ele voltaria lá de longe, e ficaria comigo. Eu posso viver sem ele, mas não é muito fácil. Os olhos perderam aquele brilho, a vida perdeu um pouco do encanto, e a solidão parece ter crescido. Não é querer ser dramática, eu não quero isso, é que eu simplesmente fico triste... Todas as noites eu peço para ele voltar, nem que seja de asas quebradas, porque eu ajudaria a concertá-las... Mesmo sem saber se a culpa foi minha. Culpa? Por que culpa? Eu já disse que isso não foi um crime, mas se fosse... Você seria o culpado ou eu? Eu sei que você nunca vai ler isso, e acho que é por isso que tento desabafar chorando, e que se você lesse, eu teria medo de você rir de tudo isso, pois para você, tudo é motivo de riso, seu problema foi ser muito infantil. Uma vez vi seus olhos marejados, seguido de uma promessa que não se cumpriu, e eu acreditei em você, o tempo passou, e eu penso que tinha tudo parar dar certo, mas não deu. Eu fico pensando no seu sorriso e o jeito de como você mordia a caneta esferográfica. E lembro-me do tempo que tudo em você parecia milimetricamente encantador, Mas foi tão mágico, que o segredo foi revelado, e como fotografia antiga se manchou.

21 de agosto de 2010

Tragédias & Milagres.


Os milagres existem porque antes deles sempre há tragédias.

15 de agosto de 2010

Cebola


Vejo sua foto e é como enfiar um pedaço de cebola no nariz.
Estranho mesmo é que essa dor é tão opcional, mas tão opcional que escolho sofrer.
É como ver uma trilha com dois caminhos:
Certo e errado, e é a segunda opção que sigo.
Complicado mesmo é que você não vem em forma de sombra de passado,
Nem com um bilhete escrito “não me esqueça”.
Pois é aí que tudo faz sentido:
Você nunca pediu nada para mim...
Você não pediu para eu te amar, e eu amei.
Você não pediu para eu chorar, e eu chorei.
Você não pediu para ficar para sempre, e não ficou.

[/Título idiota, texto idiota, autora idiota. Idiotice é o conjunto do blog.]

13 de agosto de 2010

Querubim

Ainda ri do que fiz,
Não dá opinião sobre o que você diz
Ficou lá por que quis
Coração sofre? Tem cicatriz.
Ela queria ser feliz...

Sentiu-se doente
Ah, aquela palavra transparente
Saltou da boca, veio da mente
Sorriso não-contente
Mais uma vez doente...

Pressente o perigo,
Como boa garota do interior,
Diz que tem gosto de calda de figo
Um nojo. Vomita,
Sozinha, sem sequer um amigo...

Ninguém sabe que ela é querubim
Não cuida você, cuida de mim
Ai, meu Deus, se eu fosse assim!
Mesmo sem entender o não nem o sim
Ela me guia até o fim, minha alma, meu querubim...

9 de agosto de 2010

Retardado.


Ontem derramei café na calça, sempre fui desajeitada. Ás vezes eu penso se meu cérebro é retardado, estou sempre atrasada, odeio: “Faça isso”, “não se esqueça” e “me desculpe”. Não faço, esqueço e não perdôo. Quem sou eu para dizer “Claro que sim, aceito que você errou”? As pessoas fazem o que querem, e não mudam por que não querem. Aí está a diferença!
Ás vezes penso que meu cérebro está adiantado, não saio, não bebo, conseqüentemente não danço funk que não gosto e não vomito na frente de desconhecidos. Chego a me sentir uma velha, mas por quê? Não há nada errado, talvez só haja tudo certo. Como sou tola em ficar pensando em meu jeito... Cada qual é de um jeito.
Hoje tomei café, a calça é a mesma, e continuo desajeitada como ontem. Meu cérebro é sim retardado, mas também sabe ser adiantado, depende a ocasião.
Não fiz isso, não lembrei daquilo e ainda não tenho o dom do perdão.
Os barulhos de botas salto 11 na calçada? Eu ouço.
O vento balançando as folhas de árvores de ameixas? Eu ouço também.
As páginas amareladas do livro? Eu leio.
Sentimentos sérios? Não são carrinhos de controle remoto.
Ah... A vida? Eu assisto, que grande comédia é.

8 de agosto de 2010

Maçã.


Eu queria dizer que te amo, que não vivo sem você e que se você quisesse ser meu novamente, eu aceitaria sem hesitar. Olhei-me nos olhos, o sol pela janela, aquele reflexo... Eu me lembro daquele reflexo, veio em menos de um segundo, eu tive que fechar as pálpebras, e quando as abri, vi que se eu te dissesse isso, eu estaria mentindo para você, e me enganando. Caí na real. Por que tudo tem seu tempo, e aos 16 anos, sofrer por uma paixão boba e pensar que quando você me deixou era a pior coisa da vida, era infantil demasiado. Depois de te conhecer, conheci pessoas melhores, e não falar a mentira duvidosa foi ótimo, e ainda é. Tenho que lhe confessar que cada vez que deito e penso em ti, sinto algo obscuro no meu lado esquerdo, que começa pelo ombro e depois contorna minha espinha, cada vez que sinto isso, percebo que eu não mereço você. O que me faz mal pode me fortalecer? Não sei, talvez só se eu lutar contra isso. Ainda prefiro um sábado, solitária, comendo uma maçã bem vermelha, daqueles doces que limpam os dentes ao obscuro da tua ausência.

6 de agosto de 2010

Quando cansamos de novas cicatrizes


Não quero ser, no futuro, uma mulher casada com um homem rico que só tem tempo para trabalhar na empresa e que me traia com a secretária enquanto fico guiando a babá a cuidar do meu casal de filhos no parque. Talvez com um homem de classe média, que mesmo me vendo com 67 kg e cobertura de chocolate, na ponta do nariz, que fiz para o bolo dos nossos filhos, me chame de “amor” e diga que estou linda. Não quero descolorir meu cabelo, cortar estilo Chanel e ficar bebendo uísque importado com três cubos de gelo, olhando pela janela, esperando o conversível do meu marido, que nunca passa pelo portão. Talvez eu fique na frente de casa, segurando um chimarrão e quando ele chegar de Chevette, eu divida minha cuia com ele e pergunte como foi o dia. Não quero que seja bom demais, ruim demais, eu quero o simples, eu quero o básico e fundamental, minha mãe sempre diz “o que é demais sempre sobra” e sobra mesmo. Pensando bem, eu adoraria jogar meu futuro marido no lixo! Brincadeira. No futuro, não sei se vou ter um marido traíra demais, ou amável demais. Afinal, eu não tenho a maldita bola de cristal e mesmo que tivesse não me serviria de nada. Ainda acho que meu melhor futuro é ser eu comigo mesma e mais ninguém. Não que uma família não seja importante, ela o é. Mas quando nascemos para ser sozinhos, e quando cansamos de novas cicatrizes... Eu penso em ser só, eu já sou só, e não me canso de mim. O sexo oposto sempre me atrapalhou muito, não que eu esteja sendo feminista, esse é o meu ponto de vista. Minhas experiências, minhas dores, meus medos, meus fracassos sentimentais e meus problemas. Não são seus, eu sei disso, querido. Só sou só.