14 de agosto de 2012

Tolos Humanos, Todos Humanos


Em época de grandes temporais emocionais
Você colhe flores invisíveis enquanto faleço
Os alarmes dos bancos soam ao meu redor
Você já percebeu como a vida é lenta morte?
Insana como os olhos sem rosto de quaisquer

Sem a luz costumeira dos postes
Trancados por dentro estaremos
A vida interna é difícil, é mais real
Todos sabem a dor da irrealidade
das palavras ditas, não pensadas

O homem faz a máquina ideal
Que por sua vez, faz o homem
E nas trocas de personalidade
Do racional com o pré-programado
Somos criaturas das nossas criações

Aprisionamos-nos em nossas armadilhas
Como é tolo tentar sempre ser esperto!
O que temos reservado para nós mesmos
É o que não reservamos, pois há falha
Sempre há a falha, a palha e o fogo

E novas idéias surgem nos erros
E ficamos burros na inteligência
Na facilidade de toda tecnologia
Humanos tornam-se seres robóticos
de suas próprias criações falhas

Tudo falha no acerto, tudo é falha
E vem fogo na palha mais uma vez
E não digam que não avisei vocês
Acendam novas idéias, acendam!
E prendam-se a elas, tolos humanos

Lá vêm tolos tentando ser espertos...
Tolos humanos, todos humanos!