Em época de
grandes temporais emocionais
Você colhe
flores invisíveis enquanto faleço
Os alarmes
dos bancos soam ao meu redor
Você já
percebeu como a vida é lenta morte?
Insana como
os olhos sem rosto de quaisquer
Sem a luz
costumeira dos postes
Trancados
por dentro estaremos
A vida
interna é difícil, é mais real
Todos sabem
a dor da irrealidade
das palavras
ditas, não pensadas
O homem faz
a máquina ideal
Que por sua
vez, faz o homem
E nas trocas
de personalidade
Do racional
com o pré-programado
Somos
criaturas das nossas criações
Aprisionamos-nos
em nossas armadilhas
Como é tolo
tentar sempre ser esperto!
O que temos
reservado para nós mesmos
É o que não
reservamos, pois há falha
Sempre há a
falha, a palha e o fogo
E novas
idéias surgem nos erros
E ficamos
burros na inteligência
Na
facilidade de toda tecnologia
Humanos
tornam-se seres robóticos
de suas
próprias criações falhas
Tudo falha
no acerto, tudo é falha
E vem fogo
na palha mais uma vez
E não digam
que não avisei vocês
Acendam
novas idéias, acendam!
E prendam-se
a elas, tolos humanos
Lá vêm tolos
tentando ser espertos...
Tolos
humanos, todos humanos!