17 de fevereiro de 2013

O Homem do Banco Amarelo

O homem do banco amarelo contempla o vento sulista
Que sopra em suas marcas de dois séculos vividos
Cheios de dor, mágoas, sofrimento, angustia...

O homem do banco amarelo criou vidas ruins
Estragadas, de validade vencida no nascimento
Mas eu fui grata pela vida que ele me deu

O homem do banco amarelo me deu um destino
E um dia, me disse: você tem dois caminhos,
Azar é uma palavra que não deveria existir

O homem do banco amarelo parece que disse:
Nem sempre irei dizer que te amo,
Não sei me expressar, mas estarei ao teu lado

O homem do banco amarelo, advogado dos injustiçados
Que ajuda pessoas aproveitadoras também,
Contrariando suas vontades e verdades

O homem do banco amarelo conta as mesmas histórias
Repete as mesmas frases épicas e reflexivas
Que não sabe de onde vieram

Mas o homem do banco amarelo sabe o que diz
E pra quem diz; e sabe quem aprenderá ouvir
E me guia como o cão guia o cego na direção certa.