29 de setembro de 2012

Algo Sobre Nada


Não adianta estender-lhe a mão
Quanta judiaria há em teu coração!
Por que feres a tua alma
E palavras saltam a me ferir também?

O destino escolheu que fossemos irmãs
Teu espírito não tem sequer um sentimento?
Acho que és de ferro e volta com os imãs
Contagiando a todos com tuas ferrugens...

Não adianta estender-lhe a mão
Tua alma criou-se sem braço, então?
Essa inquietude costumeira
Busca dinheiro a qualquer maneira

Se afunda sem perceber
Querendo um falso poder
Se afunda sem perceber
Aumentando nosso sofrer

Aprendi a não gostar dos vermes
Eles devoram cada pedaço do ser
Aprenda também a não se apoiar
Nos pilares dos outros, mas em si