Não adianta
estender-lhe a mão
Quanta
judiaria há em teu coração!
Por que
feres a tua alma
E palavras
saltam a me ferir também?
O destino
escolheu que fossemos irmãs
Teu espírito
não tem sequer um sentimento?
Acho que és
de ferro e volta com os imãs
Contagiando
a todos com tuas ferrugens...
Não adianta
estender-lhe a mão
Tua alma
criou-se sem braço, então?
Essa
inquietude costumeira
Busca
dinheiro a qualquer maneira
Se afunda
sem perceber
Querendo um
falso poder
Se afunda
sem perceber
Aumentando
nosso sofrer
Aprendi a
não gostar dos vermes
Eles devoram
cada pedaço do ser
Aprenda
também a não se apoiar
Nos pilares
dos outros, mas em si
