14 de outubro de 2010

Deixo

Hoje, a chuva que se foi me deixou triste,
Flores ao chão
Viradas em pétalas mortas e nada mais,
As vidas delas acabaram por aqui,
Enquanto eu dormia, elas estavam a morrer.
Eu também morri? Quando deito deixo de existir?
O que sei é que:
Deixo de existir a cada suspiro que vira passado,
A cada sono que ganho
E cada dia que deixo de aproveitar.
Deixo de existir a cada lágrima que derramo,
Cada sorriso que deixei pra traz,
A cada respiração do pulmão,
A cada batida do coração.
Deixo de existir a cada novo hoje que vira ontem
O amanhã sempre chega, mas não pra sempre
E nós cansamos de saber.
Até quando? Até quando isso vai existir?
Vivemos sabendo que vamos embora,
E agora? E agora?
Existindo por existir,
Existindo para deixar de existir...

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