13 de dezembro de 2010

Deixe-se levar

A poesia, a calmaria.
Cada passo, cada abraço.
A benção, papai. Estou partindo.
Deixo a incerteza de que voltarei pela manhã.
Mas enquanto estarei lá, por favor, não se esqueças de mim.
Lá! Onde dor e harmonia revezam-se em diferentes noites.
Onde rostos nunca vistos, criam forma.
Onde encontro inspiração, consolo e solidão.
Vozes que não têm som, visão quase sem tom.
O inferno dos teus sonhos é um paraíso
Se acordares pela manhã.
Dias em escuro. O claro não tem vez.
240 km/h teu pensamento voa.
Super máquina que não podemos controlar.
Deite, feche os olhos, profundamente...
Deixe-se levar, não podemos controlar.
Não, não, não podemos, então, deixe-se levar.

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