Que
sopra em suas marcas de dois séculos vividos
Cheios
de dor, mágoas, sofrimento, angustia...
O
homem do banco amarelo criou vidas ruins
Estragadas,
de validade vencida no nascimento
Mas
eu fui grata pela vida que ele me deu
O
homem do banco amarelo me deu um destino
E
um dia, me disse: você tem dois caminhos,
Azar
é uma palavra que não deveria existir
O
homem do banco amarelo parece que disse:
Nem
sempre irei dizer que te amo,
Não
sei me expressar, mas estarei ao teu lado
O
homem do banco amarelo, advogado dos injustiçados
Que
ajuda pessoas aproveitadoras também,
Contrariando
suas vontades e verdades
O
homem do banco amarelo conta as mesmas histórias
Repete
as mesmas frases épicas e reflexivas
Que
não sabe de onde vieram
Mas
o homem do banco amarelo sabe o que diz
E
pra quem diz; e sabe quem aprenderá ouvir
E
me guia como o cão guia o cego na direção certa.
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