3 de julho de 2010

Chumbo.


Você me aprisionou
E jogou as chaves fora.
Terei que serrar as grades
Se eu quiser seguir em frente
E sair daqui.
Sempre destruindo meus planos...
Você sempre os rasga,
Eles não são panos!
Maldição...
Você é uma maldição, um carma.
O ódio é um sentimento normal,
Mas o meu é exagero,
Quero vê-lo podre.
Sem alma, coração de chumbo, insensível e nojento.

1 de julho de 2010


Sou como arco-íris, é raro você me enxergar, e quando eu surjo você não me vê totalmente,
as gotas de chuva e o sol ardente me fazem surgir em dias inesperados,
mesmo assim não me mostro como sou completamente.
Talvez eu não queira, talvez eu até tente, ou talvez nem eu saiba como sou...

28 de junho de 2010

Só.


Eu queria sentir o toque da sua mão no meu rosto, uma vez já bastaria, para eu jamais esquecer...
Isso nunca aconteceu, talvez nunca acontecesse, mesmo....
Mas a lembrança do que nem ocorreu permanece em mim.
Eu não entendo a razão disso tudo, parece tão cruel, tão irônico, mexe tanto com meus pensamentos, mexe tanto com as minhas lágrimas de sangue.
Eu posso ouvir a sua voz, e mesmo sem você saber, conversamos...
Por que você nunca descumpriu promessas, somente a nossa?
Eu esperaria tanto tempo por um único beijo, um único abraço, um único toque, um único olhar cara a cara teu...
E mesmo com tudo que nos separa, e o silêncio que me machuca, eu ainda penso em você.
Hoje é o típico dia que penso em “nós” e percebo o quão só fiquei...

25 de junho de 2010

Quantas vezes...


Quantas vezes você já se sentiu solitário? E quantas delas você percebeu que não estava?
Quantas vezes você chorou sozinho? E quantas vezes você chorou na frente de alguém?
Quantas vezes você disse Adeus querendo dizer tchau? E quantas vezes nenhum dos dois você deu?
Como você poderia adivinhar que tudo seria assim? E como aceitar o inaceitável?
Como crer no impossível se nem no possível você crê?
E como querer ir ao infinito se você não dá o primeiro passo no próprio finito?
Como querer cantar e ficar de boca fechada?
E ver de olhos cerrados?
Como batalhar deitado? E viver reprimido?
Como saber o certo e o errado? E saber o que é mal e o que é bem?
Como saber não desistir e ser forte? E como não saber a ser fraco e deixar tudo p/ lá?
Ás vezes eu só quero saber o porquê, simplesmente isso... Mas muitas vezes desses “às vezes” são tão simples que se tornam complicados.

22 de junho de 2010

Lua em dia claro


Neblina. Madeira. Folhas secas. Solidão.
Você já viu a lua em dia claro?
E o céu escuro às dez horas da manhã?
Caixinhas viram casas e mesas estão no lado de fora.
As rosas estão mais rosas, as laranjas mais laranjas e o céu está celeste.
Irá chover e eu me importo, eu me sinto melhor com a chuva...
Eu não sei como parei aqui, mas não quero sair.

Mais que aqui


Gotas de chuva correndo pela janela do carro em movimento me alegram
O ar longe da pacata cidade parece tão mais puro
E como me alegram os vários tons de verde dos eucaliptos na estrada...
As nuvens estão mais brancas esta manhã e me trouxeram paz
O lugar é diferente, mas eu já estive aqui antes...
Dormi tranquilamente, ao som dos mios e dos barulhos das motos que me motivaram a sonhar, eu sorrio e não quero parar.
Por que a grama daqui é mais verde?
E por que a chuva aqui tem hora p/ descansar?
Por que as plantas são mais vivas?
E as cadeiras só servem p/ enfeitar?
Aqui o frio é mais frio, é mais isso e mais aquilo.
O degrau onde sentei não é o mesmo de segunda-feira.
E a lareira me aconchega, chega, chega...

21 de junho de 2010

Estrelas.


Minhas estrelas são diferentes das tuas...
Em pleno dia claro elas me vêem, nós nos comunicamos.
O que você pensa que pode ser isso?
É tão intenso, impossível controlar, e eu nem quero.
Minhas estrelas brilham tanto para mim, elas fazem meu corpo flutuar nas madrugadas.
Eu durmo tão tranqüila agora, as coisas sempre mudando, nós sempre mudando, tudo sempre mudando, mas as estrelas sempre estão lá, mesmo elas sendo diferentes das tuas...
E eu poderia pedir p/ você me destruir, as estrelas vão me proteger.
O que você pensa que pode ser isso?
Eu só quero o amor das estrelas, a proteção das estrelas, eu quero continuar tranqüila, dormir do meu jeito desengonçado, fechar os olhos, tentar contar estrelas que mal vejo pela janela...
Eu só quero dormir contando estrelas imaginárias, acordar vendo estrelas e continuar na cama tranqüila, eu quero ser exatamente quem tenho sido ultimamente, mesmo que eu tenha mudado a cada dia, tenho mudado para melhor, minhas atitudes têm me guiado ao caminho das estrelas...

15 de junho de 2010

Coisas que eu preciso


Será que existe alma?
Acho que sim, às vezes eu sinto um vazio imenso...
Você pode preenchê-lo?
Por favor, diga que sim, preencha esse vazio, preencha-me.
Eu sei que você está longe do meu alcance. Posso sonhar com você? 
Eu sonho que estou caindo, e quando acordo na cama vazia, abraço meu travesseiro.
Eu quero, eu preciso sonhar com você.
Será que existe amor?
Acho que sim,  às vezes sinto um vazio imenso.
Você pode me dar amor?
Por favor, diga que sim, me dê amor, me dê uma alma preenchida...
Eu sei, eu sei que você é o remédio para todos os meus problemas pessoais.
Eu sei, eu sei que você é a cura para todos os meus problemas espirituais.
Será que você existe?
Acho que sim, todos os dias eu sinto você aqui, mas você não está.
Você pode me dar você?
Por favor, diga que sim, me dê você, me dê um pouquinho de você...
Eu sei, eu sei... Há coisas que eu preciso que somente você pode me dar.




14 de junho de 2010


Perco-me.

Perco-me no labirinto que teus olhos formam até mim.
Perco-me no labirinto que tuas palavras formam até mim.
Perco-me no labirinto de não entender quem somos.
E perco-me cada vez que penso em parar de sonhar.
Perco-me no labirinto dos problemas, e desesperanças.
Perco-me ao caminhar na ponte de decifrar pensamentos teus.
Não limpo a sala se você entrar. Não busco nuvens se você não quer.
Tudo gira ao teu redor, e eu odeio isso. Odeio demasiadamente.
O tempo mostrou-me subitamente algumas verdades, na realidade ele esfregou tudo na minha cara hoje.
Acreditar em frases como “aproveite cada segundo” ou “vida cada dia como se fosse o último” é bobagem.
E minha bagagem está cheia de coisas indecifráveis.
Perco-me em labirintos e pontes tuas e não sei para onde vou.

Jeitos de explicações: Inexistentes.


Sim, é isso mesmo, não consigo explicar-me, cada vez que tento tudo se complica mais e mais.
Eu faço coisas, mas não as explico, não consigo, não há jeitos de explicações...
A flor caiu, o fruto nasceu podre.
O passado continua sentado no último degrau da escada.
O presente ninguém desembrulhou.
O futuro morreu, não chegou, demorou demais. Foi isso?
Passado, presente, futuro, uma metamorfose... Estou começando a entender.
O futuro nunca morre, está em coma, guardou-se em uma caixa, está dentro dela, esqueci de abri-la... Meu presente, eu não abri, logo após virou um tecido velho, imundo, mas o passei.
O futuro era um presente que está passado.