Deteste dias escuros com pequenos raios de luz em calçadas úmidas, seja extremista, goste do excesso de sol delirante ou do total horror que surge da escuridão.
Agora é assim: um por um e todos por nenhum. Há pessoas que matam por não ser amadas. O egocentrismo está a cada pedaço humano, a cada suspiro que soltam. Até o último suspiro.
Quando abrem a geladeira com carne pútrida, quando se esquecem de regar as samambaias do corredor, quando outros precisam de ajuda e você pensa em acabar com os problemas deles, mas não acaba nem com os seus.
Não conseguimos viver ao nosso modo. Pelo menos, não mais. As pessoas se esquecem da vida, estão alienadas demais. Elas ligam seus aparelhos eletrônicos e se desligam, desligam do mundo, desligam do próprio corpo.
Somos robôs de carne e osso, mas sem cérebro e coração, zumbis do modernismo incontrolável, escravos do poder invisível aos olhos, feridas que não podemos curar e vão ficando sem dor, pois estamos entorpecidos de tédio vital o tempo todo e não nos importamos mais.
Seja onde for: lá, aqui, ali, ali, alienados. Eternamente.
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