I
Sapatos de gelo
Que queimam
Dos pés até tua cabeça.
Fogo gelado
De uma mente confusa.
Alguém que sabe cantar
Suas melodias de ninar
Está coberto por um velho
Acolchoado rasgado
E com humor rude.
Coração metralhado
Sem ele ao teu lado
Não pode acordar.
Mas não sinta pena
Desta alma penada
Ela não sente nada
Pelo fato de não poder acordar.
Alma penada
Que de penas, não tem nada
Não ama e não é amada
Enquanto fica a flutuar
II
Alma penada
Cansou de sofrer por não sofrer
Sente frio da própria frieza
Fez de amiga a própria natureza
Da vida de gelo que ela mesma fez nascer.
Silêncio, pessoal.
Esta alma vai cantar,
Cantar minhas melodias de ninar
Pois hoje ao sonhar
Poderá amar completamente.
Será diferente
Ousará controlar
O que ninguém jamais tentou.
O que ninguém jamais tentou.
Plenamente na solidão
Respira coração e bate pulmão!
Façam uma transformação
Agitem meu pensamento,
Maquinem meu cérebro
E me dêem a insanidade.
Minta, minta, minta a mentira
Dê-me a verdade.
III
Vidas maravilhosas
A milhas de distância
De malas prontas para viajar
De encontro uma a outra
Além do vôo horizontal
E enquanto não posso
Caio em vertical
A cada precipício
Criados em madrugadas de sono
Caio sem ti aqui, longe daí.
Sem duas taças de vinho
E dois pratos de macarrão
Tu vives longe
Porém perto, perto do meu coração.
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