Eu estava no escuro, com as pernas cruzadas e o cabelo preso com grampos pretos de minha mãe. Pensava em minha ansiedade e quietude. Eu era agitada para algumas coisas e simplesmente travada para tantas outras. Sou estranha e admito minha bizarrice. Encaixotei-me e nem me importo com isso. Eu estou em meu casulo, esperando o momento certo para voar. O que me assusta é pensar em quando será o tal momento certo. São três horas da manhã e sinto melancolia extrema. Todos os dias, eu sinto este buraco no espírito. O que me falta? Qual o betume certo para minha pavimentação? Meus pés doem ao andar por essa rua esburacada, meu caminho emocional. Eu tenho acertado em errar... Devo me sentir vitoriosa? Orgulhosa? Eu nunca compreendi o porquê de não gostar de elogios, olhares desconhecidos e sorrisos efusivos e não quero ter de conviver com pessoas promíscuas e donas de almas borradas.
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