Não quero mais um pingo d’água no meu copo cheio
São gotas demais. Acumulou.
Não quero mais um pingo d’água.
Deus, me ajude
Quando falo teu nome
Estou conversando com meu interior
Na dúvida da tua existência
E da autoria de minha criação.
Quando digo “Deus”, ouço meu nome
Na minha cabeça, tão confusa
Quero descansar, dar um tempo aos pensamentos
Queria parar de ouvir os zunidos dos meus ouvidos
Enxergar com perfeição o que sem os óculos a vista embaça.
Estou fraca e sendo tão forte.
As mãos frias da vida têm me socado
Os pés dela, com botas de couro, têm chutado o meu traseiro
E, por mais irônico que pareça, esse frio é prova de fogo
Deus, me ajude…
22 de maio de 2011.
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