18 de setembro de 2011

Rio Dos Insultos

                  Quando o seu sentimento morreu depois de um pequeno grande erro meu- uma falha
Não consegui enterrá-lo, pois não se dissolveu e nem se repartiu a cortes de navalha
Então, coloquei-o em uma redoma de vidro, ‘sin perigro’
Meu único homicídio abstrato virou um suicídio espiritual...
Fiz-te matar o sentimento e tu se vingaste em temporal

Então tu corres e eu fujo, tombamos na mesma esquina
Mas tu estás em pé e satisfeito, apenas caiu na rotina
Enquanto rastejo ofegante descubro que somos dois seres distintos e distantes
E digo-lhe que não basta a escuridão quando se tem cores vibrantes
Subitamente, em uma dor convincente, você finge radiante que eu fui bastante

Eu perdi minha mente no rio dos insultos, tudo o que vejo são apenas vultos
Das palavras que refletem nas águas meus sentimentos reais, quase imortais
Você diz- te amo! Em tom de deboche e me comporto como se eu fosse um fantoche
Nada se ameniza, nada resta a dizer, bastou sorrir como Mona Lisa para você me esquecer
Se afogue na prole dos acontecimentos, não negue cada gole de perdão e outros sentimentos

Pois é caso sério, novamente perdi a mente e confundo-me cada vez que você mente
Então se dispa dos erros, saiba que nossos corações foram reconstituídos por ferros
Enfim, mergulhe no rio de insultos até desaparecer e seremos inimigos ocultos
Ambos têm cérebros desinteressados, corpos desavergonhados e segredos dourados
Estátuas de anjos irão nos proteger na imensidão, sem tombar em esquinas ou devolver a razão.

22.08.11 

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