Alguns poetas hão de me consolar neste momento em que me perco em mim. Estou a ler textos, poemas, crônicas de pessoas descrentes na humanidade e me tornando humana ao me identificar com elas. Então eu ensaio dizer-te um breve e seco ‘não’ e acabo por dizer um longo ‘sim’ composto de esperança e unido por milhares de palavras que não descrevem minha situação. Tenho um coração imundo e tolo que tem batido com desdém, preguiça, angústia, um coração complexado, desleixado, esquecido, mas que não se esquece das coisas que realmente importam. Tantos ex-amores aparecem e eu não consigo me importar, é como se eu tivesse construído uma prisão na qual quem está atrás das grades sou apenas eu com uma mala de sonhos já desfeita. Não sei o que você deve estar pensando agora, lógico, nunca sei. Mas eu que já considerava meus olhos secos, que não lacrimejavam mais, se esvaem em lágrimas repletas de amor, um amor que causa tristeza, um amor inseguro que tem certeza. Ah, palavras tolas que sempre surgem para me tornar mais leve perante aos outros, palavras que ninguém lê e que servem para eu desabafar comigo mesma e fingir ser alguém que nem sou para os outros, pois apenas eu sei e mesmo assim não sei ao certo. Sou um amontoado de bipolaridade constante que se perde nos próprios submundos comportamentais e espirituais. Alguém que espera a paz que nem Cristo possuiu e espera, espera, espera algo que não sabe ao certo o que é.18 de setembro de 2011
O Domingo Sublime
Alguns poetas hão de me consolar neste momento em que me perco em mim. Estou a ler textos, poemas, crônicas de pessoas descrentes na humanidade e me tornando humana ao me identificar com elas. Então eu ensaio dizer-te um breve e seco ‘não’ e acabo por dizer um longo ‘sim’ composto de esperança e unido por milhares de palavras que não descrevem minha situação. Tenho um coração imundo e tolo que tem batido com desdém, preguiça, angústia, um coração complexado, desleixado, esquecido, mas que não se esquece das coisas que realmente importam. Tantos ex-amores aparecem e eu não consigo me importar, é como se eu tivesse construído uma prisão na qual quem está atrás das grades sou apenas eu com uma mala de sonhos já desfeita. Não sei o que você deve estar pensando agora, lógico, nunca sei. Mas eu que já considerava meus olhos secos, que não lacrimejavam mais, se esvaem em lágrimas repletas de amor, um amor que causa tristeza, um amor inseguro que tem certeza. Ah, palavras tolas que sempre surgem para me tornar mais leve perante aos outros, palavras que ninguém lê e que servem para eu desabafar comigo mesma e fingir ser alguém que nem sou para os outros, pois apenas eu sei e mesmo assim não sei ao certo. Sou um amontoado de bipolaridade constante que se perde nos próprios submundos comportamentais e espirituais. Alguém que espera a paz que nem Cristo possuiu e espera, espera, espera algo que não sabe ao certo o que é.
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