2 de março de 2011

Leph- O Despertar Das Quatro Horas

A falta de tempo. O remorso na alma. O quão distante nossos planos estão? Puxe o elástico o suficiente para você voltar rápido. Venha sem pressa. Seja minha presa. Eu estou presa...  Na lacuna que forma a tua ausência. Dependência. Dependência.
Pesadelos cheios de sangue. Dias de risos vazios. Por que tudo tem um por quê? Por que tudo tem uma razão sem sentido? Soluce minhas mágoas. Águas, águas, águas. Rios de lágrimas.
Sozinha, na minha, é tudo tão opaco. Sem o brilho da cidade pasma- tão pálida, nem quero vê-la mais. Sem tua voz que não ouço antes de dormir. O sono interrompido- noites mal dormidas.
Só contigo tenho vivido nos últimos anos e contigo quero viver. Por que é você, você é aquele que o destino me deixou escolher e me ensinou a chamar de meu.

8 de fevereiro de 2011

Quero-quero

Uma câmera que tirará fotos da câmara que te sufocará
Tranque-se em seu casulo, pois não estarei lá
Se o dia clareou, isso não é problema meu
Insensível eu fico quando digo- um sonho morreu
Que rastejes, apedrejes e roubes minhas flores

Se há novos jardins, quero visitá-los
Meus olhos irão fitá-los, admirá-los
Cante, cante quero-quero
Quero me perder ao tentar me encontrar
Há tantos meios de me achar.

Liberdade, felicidade, amores de verdade
É isso o que almejo, que desejo, que vejo
E se você se aprisionar, eu não vou te liberar
As chaves estão em teus bolsos, amigos
Pequenas coisas importantes, a chuva feita de tantos pingos.

Há dificuldade de rimar
Quando a fumaça das casas fica a inalar
O café da manhã dos pobres, o sono dos ricos
Quantas almas são nobres e tantas outras são esnobes?
Pensamentos obscuros que terminam cômicos.

7:37- Um Poema de Desejos.

Trinta meses na trilha, meu amor
Altos e baixos em excesso, até cessar
Águas rolaram e o dia custou a amanhecer
Há borboletas que escolhem meu quarto para morrer
Eu não sei o porquê, o quê? O quê? O quê?
Meus cabelos escorridos, minha pele pálida
Meus sonhos coloridos, minha, tua, nossa vida é válida
Esperando o momento certo de congelar o corpo
E parar o tempo nos relógios da cidade pequena
Mas não podemos, que pena, que pena
Corações roubados, cheiros comprados
Frutas secas que a gente tem de comer
Pra sobreviver com doçura, ternura, bravura
Firmeza no corpo para ter firmeza na alma
Seremos fortes o suficiente para viver com calma?

5 de fevereiro de 2011

Luana


Eu estava indo dormir quando veio algo em minha mente... Sobre mim. Acho que nunca tinha acontecido isso, então só escrevi, agora posto no blog o que foi feito. Essa postagem retrata como as pessoas devem se amar, se aceitar e superar as dificuldades, afinal, nosso melhor amigo nasceu e vai morrer com a gente, cada um é seu próprio melhor/pior amigo, nossas escolhas nos definem. Enfim, let's go!

Luana, tu vens do céu
Luana, tu és branca, és meu véu
Luana, tu és doce, tu és mel
Luana, tu és tão confusa
Luana, não abusa
Oh, Lua Luana, eu sei que tu me amas
Luana, Luana, quero que tu olhes no espelho
E então, me verás
Luana, Luana, serei sincera e não vou te magoar
Luana, Luana, eu sou você, pode confiar
Luana, Luana, eu sempre vou te amar
Luana, o tempo irá mostrar
Luana, não chores chuva, contigo vou estar
Luana, a agonia nunca vai te sufocar
Enquanto houver momentos de luz
Enquanto você ser forte, suportar a cruz
Eu serei a Lua que te conduz
Suportarei contigo todos esses momentos
Eu vou entender teus sentimentos
Olhes no espelho e me verás
Terás carta na manga, um ás
A vida é fugaz
E quando a dor te abraçar
E quando a derrota se aproximar
E enquanto o pesadelo não acabar
Eu estarei em teu lar, eu vim pra te ajudar
Olhes no espelho e me verás
Luana, eu sou quem tu mais necessitas
Luana, não se esqueças das tulipas
Luana, teus sonhos voam feito pipas
Luana, tu és feliz
Luana, eu sempre te quis
Luana, sempre mude e pra melhor
Luana, eu só quero o teu amor
Eu confio nas tuas lágrimas
Eu confio no teu sorriso
Suas escolhas são imãs
E é tudo o que eu preciso.

2 de fevereiro de 2011

Farol

Quero ser o teu espelho
Receber o teu conselho
Duas vidas juntas, sem rodeio
Nem te amo nem te odeio
Meu confuso amante
Se te quero a todo instante
Sinto pena do meu solitário viver
Não te quero por querer
É mais que amar
Nunca consegui te odiar
Se te quero o tempo todo
É porque tu és meu iodo
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco
Sem você meu mundo é oco
É de faltar o ar
Causa sufoco, causa sufoco
E se te quero a todo o instante
É porque minha vida está em tua estante
Sirvo-lhe meu coração de bandeja no jantar
Desde que amor em mim...
Tu possas enxergar, provar, aprovar
Mas se não ver, não, não vou sofrer
Porque eu sei, é mais que amor, é mais que amar
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco.
Meu farol, meu farol
Sem ti, perco o foco.

27 de janeiro de 2011

Minhas Contradições, Teus Interesses

Nunca possuí uma foto tua,
Apenas retratos de um passado amarrotado
Que estão em minha mente
Estamos ligados um ao outro,
Conectados, mas há quedas

Eu erro, eu travo,
Eu falho, eu caio,
Eu sofro, sou teu alvo
Em coma no delírio
Meu espírito esperando ser salvo

Sou mandante, sou mandada,
Sou certa, sou errada,
Sou pálida, sou corada,
Sou amante, sou amada,
Sou teu tudo e, também, sou teu nada.

Copo Vazio

Há insetos em minha cabeça
Minha têmpora se queixa
Alguém assaltou meu banco de oxigênio
Taxas, juros, roubos
Fiquei com pouco ar

Meu copo está vazio na mesa
Meu corpo está na cama
Eu me sinto tão viva
Eu me sinto tão morta
Eu me sinto tão confusa

Procure me entender!- eu grito pra você,
Mas nem eu me entendo
E como eu posso saber o que é certo pra mim?
O “agora” é a única coisa que tento controlar
Eu deixo as palavras voarem- nem sei o que eu falei

Eu bocejo e não sinto sono
Eu estou cansada e tenho insônia
O dia clareia e meu quarto está tão escuro.
O dia passou rápido, eu assisti de relance
As pessoas reclamam do calor infernal...

E eu estou tão fria
Mas eu me sinto viva!
Eu me sinto morta
Eu me sinto tão confusa
E eu não saio do mesmo lugar

Sou uma falsa insensível,
Porque eu sinto você roubando meu ar
à milhas de distância,
Mas eu não me importo- eu não quero me importar,
Mas eu sei que você rouba, rouba meu ar.

Role os Dados

Você não vai acreditar no que tenho visto, querido.
Deslealdade em família, eu vi.
Meus pés atolaram na lama estrangeira em plena escuridão,
Eu vomitei meu amor por você.
Eu sou uma pequena ladra, não é algo intencional.
Roubei livros, revistas, corações.
Ganhei tempo no meu casulo emocional.
Seja bem-vindo!
Criei solos de guitarra,
Tomei analgésicos demais
E mesmo assim, eu vomito minhas dores por você.
 Tentaram me assaltar na cidade grande,
Oh, eu estou bem. Aceleramos o carro.
Desfiz as malas, estou em casa, estou em paz com a insônia.
E Você não vai acreditar no que tenho visto,
Pois a tolice da vida é inacreditável demais.
Role os dados. Quero um 6.
Jogue as cartas, quero um K, seja meu rei.
Dê-me um Q e serei sua rainha.
Embaralhe a vida,
Dê-me um coringa, faça-me feliz.
Dê-me a carta de copas que você contém em seu interior.
Deixe-me vencer, ao menos uma vez.
E vamos acreditar no que temos visto.

Projetos & Inimigos


Meu nível não está tão elevado, não comecei do zero e não estou totalmente no alto. O tombo não pode me ferir tanto, a subida não parece tão distante e continuar a consertar erros parece mais simples. O álcool e a fumaça não são meus inimigos- os projetos de homem são.

17 de janeiro de 2011

Pavimentação

Eu estava no escuro, com as pernas cruzadas e o cabelo preso com grampos pretos de minha mãe. Pensava em minha ansiedade e quietude. Eu era agitada para algumas coisas e simplesmente travada para tantas outras. Sou estranha e admito minha bizarrice. Encaixotei-me e nem me importo com isso. Eu estou em meu casulo, esperando o momento certo para voar. O que me assusta é pensar em quando será o tal momento certo. São três horas da manhã e sinto melancolia extrema. Todos os dias, eu sinto este buraco no espírito. O que me falta?  Qual o betume certo para minha pavimentação? Meus pés doem ao andar por essa rua esburacada, meu caminho emocional. Eu tenho acertado em errar... Devo me sentir vitoriosa? Orgulhosa? Eu nunca compreendi o porquê de não gostar de elogios, olhares desconhecidos e sorrisos efusivos e não quero ter de conviver com pessoas promíscuas e donas de almas borradas.