22 de julho de 2011

No Love

Deixe as coisas como estão. Não estenda o final, não haverá parte dois, não avisei de nenhum “to be continued”. Acabou. E sinceramente, nem era para ter um começo.
Minha vida estava boa, mas eu falhei. Algo é certo: sou boa em magoar as pessoas, inconscientemente. E apesar disso, elas vivem como borboletas, enquanto estou presa em meu casulo.
Sinto que lhe marquei com ferro quente, eu lamento- apesar de não poder tomar suas dores. Mais um erro meu. Eu incendeio tudo o que me aprisiona. Coloco mais álcool.
Eu era completa, nada me faltara até hoje, tive de tudo: ódio, amor. Acho que minha missão era passar isso para você, preencher e esvaziar você.
Ei, você não faz a mínima falta aqui, desculpe, sei que lhe magoei, mas aprenda que isso não é mortal, siga em frente, arrume planos, costure sonhos, aprenda a viver.
Você não me acrescentou nada, somente mostrou que pessoas com raiva da humanidade também fazem parte dela. Somos podres como qualquer um.
Eu, que tanto odeio pessoas, distribuo sorrisos. Hoje, descobri que a vida silenciosa e preguiçosa que arrasto me faz feliz.
Hoje, enquanto uma fina garoa cai, sinto que sou tudo o sempre quis ser. Adapte-se com o que és e terás uma vida perfeita.

16 de julho de 2011

Amor suicida

Ele escreveu uma carta suicida
Ele disse que me amava, isso é obsessão
Decidido a tirar a vida
Queria sujar de sangue meu chão
Atordoada, chamei a polícia
Arritmia cardíaca, pobre coração
Eu que não tinha fé, li a bíblia
Eu menti e paguei meus pecados
Por que os caminhos estão errados?
Eu sinto o seu cheio, eu sinto enjôo
Jamais poderia saber que ele chegaria a tal ponto
Tudo o que eu disse,nem sentia
Menti e foi muita ousadia
Fui ser sincera e senti uma facada, ele disse:
Mentira, você me ama, sua amiga me contou
Ele quase se matou, ele quase se matou
Chamou-me de depressiva
Mas foi ele que perdeu o controle da situação
Eu tomo medicamentos para dormir
E sinto sua maldita respiração
Eu quero ficar de paz com o mundo
Mas lá fora, jorra confusão
Pedi perdão a Deus
Espero que ele entenda
Não rejeite a filha tua que te rejeitou, Senhor
Eu durmo com um terço
Sem respostas tuas, eu converso

Dias confusos, dias de medo
Eu sofri tudo isso, mas é segredo.

Soneto Incerto


A coisa mais simples que pode existir é o começo
Nós o moldamos, é fácil e nada doloroso
Porém a corrente cresce e prende-se em meu tornozelo
Tornando trabalhoso meu andar ao destino

O atual momento nos tortura
Estar preso em uma cena da vida real é martírio
Quando boa, não queremos o fim
Mas quando ruim, desejamos reescrever roteiros diários

Sei como começar as coisas
Mas não sei como terminá-las
Magicamente, tudo se encaixa

Tenho medo do final
Mas sem perceber
Já cheguei ao fim.

Músculo oco bombeia sangue


Músculo oco não sabe amar
Eis que crio um ser perfeito em minha mente
E após três anos, o destruo
Então, por que é meu palácio interior que cai?
Ultimamente tenho acordado com sede
Hidrato meu corpo, mas a boca continua seca
A ausência aqui, meu caro, não é de água

O cachecol me protege do enforcamento
Do tormento e até mesmo do talento
De minhas palavras que saem por aí
Meio esquizofrênicas, meio com sentido
E cheias de razão

Meu casaco está me protegendo,
Protegendo-me da completa loucura
E se não fosse a camisa de força
Vulgo, vida misteriosa
Eu não estaria aqui

Tenho sede de viver algo que desconheço
Mas a ausência aqui, meu caro, não é de água

Tu me destróis, pois eu te criei
Alimentei-te de alma, cuidei de ti a passos longos
Sinta a geada e lembre-se de mim
Pois sou o frio da vida
Sou aquela que te faz tremer
E você gosta
Mas diz não suportar

Porém, quando tu encontras o verão
Sentes saudade de mim
Oh, ser perfeito, te criei, mas sou tua perfeição
Por que quando tu deitas na cama
Enrola-se sozinho num cobertor de outros anos
De outros sonhos, de outros planos

Eu estou sempre lá
Na escuridão da noite, no orvalho das folhas
No calcário da vida, eu nos destruí
Saí, saí
Fuji, fuji de ti, de ti
E ainda não sofri
Pois me prendi…

Na gaiola, na caixa, no meu corpo
Eu me protegi
Com minhas armadilhas
Que estou aprendendo a usar
A sanidade há de curar

Pois ser normal, não dá pra agüentar
Dá sede, pede pra deitar na rede
Tenho sede de viver algo que desconheço
Mas a ausência aqui, meu caro, não é de água
Não é.
Vida.

Preces

Não quero mais um pingo d’água no meu copo cheio
São gotas demais. Acumulou.
Não quero mais um pingo d’água.
Deus, me ajude
Quando falo teu nome
Estou conversando com meu interior
Na dúvida da tua existência
E da autoria de minha criação.
Quando digo “Deus”, ouço meu nome
Na minha cabeça, tão confusa
Quero descansar, dar um tempo aos pensamentos
Queria parar de ouvir os zunidos dos meus ouvidos
Enxergar com perfeição o que sem os óculos a vista embaça.
Estou fraca e sendo tão forte.
As mãos frias da vida têm me socado
Os pés dela, com botas de couro, têm chutado o meu traseiro
E, por mais irônico que pareça, esse frio é prova de fogo
Deus, me ajude…
22 de maio de 2011.

2 de março de 2011

Leph- O Despertar Das Quatro Horas

A falta de tempo. O remorso na alma. O quão distante nossos planos estão? Puxe o elástico o suficiente para você voltar rápido. Venha sem pressa. Seja minha presa. Eu estou presa...  Na lacuna que forma a tua ausência. Dependência. Dependência.
Pesadelos cheios de sangue. Dias de risos vazios. Por que tudo tem um por quê? Por que tudo tem uma razão sem sentido? Soluce minhas mágoas. Águas, águas, águas. Rios de lágrimas.
Sozinha, na minha, é tudo tão opaco. Sem o brilho da cidade pasma- tão pálida, nem quero vê-la mais. Sem tua voz que não ouço antes de dormir. O sono interrompido- noites mal dormidas.
Só contigo tenho vivido nos últimos anos e contigo quero viver. Por que é você, você é aquele que o destino me deixou escolher e me ensinou a chamar de meu.

8 de fevereiro de 2011

Quero-quero

Uma câmera que tirará fotos da câmara que te sufocará
Tranque-se em seu casulo, pois não estarei lá
Se o dia clareou, isso não é problema meu
Insensível eu fico quando digo- um sonho morreu
Que rastejes, apedrejes e roubes minhas flores

Se há novos jardins, quero visitá-los
Meus olhos irão fitá-los, admirá-los
Cante, cante quero-quero
Quero me perder ao tentar me encontrar
Há tantos meios de me achar.

Liberdade, felicidade, amores de verdade
É isso o que almejo, que desejo, que vejo
E se você se aprisionar, eu não vou te liberar
As chaves estão em teus bolsos, amigos
Pequenas coisas importantes, a chuva feita de tantos pingos.

Há dificuldade de rimar
Quando a fumaça das casas fica a inalar
O café da manhã dos pobres, o sono dos ricos
Quantas almas são nobres e tantas outras são esnobes?
Pensamentos obscuros que terminam cômicos.

7:37- Um Poema de Desejos.

Trinta meses na trilha, meu amor
Altos e baixos em excesso, até cessar
Águas rolaram e o dia custou a amanhecer
Há borboletas que escolhem meu quarto para morrer
Eu não sei o porquê, o quê? O quê? O quê?
Meus cabelos escorridos, minha pele pálida
Meus sonhos coloridos, minha, tua, nossa vida é válida
Esperando o momento certo de congelar o corpo
E parar o tempo nos relógios da cidade pequena
Mas não podemos, que pena, que pena
Corações roubados, cheiros comprados
Frutas secas que a gente tem de comer
Pra sobreviver com doçura, ternura, bravura
Firmeza no corpo para ter firmeza na alma
Seremos fortes o suficiente para viver com calma?

5 de fevereiro de 2011

Luana


Eu estava indo dormir quando veio algo em minha mente... Sobre mim. Acho que nunca tinha acontecido isso, então só escrevi, agora posto no blog o que foi feito. Essa postagem retrata como as pessoas devem se amar, se aceitar e superar as dificuldades, afinal, nosso melhor amigo nasceu e vai morrer com a gente, cada um é seu próprio melhor/pior amigo, nossas escolhas nos definem. Enfim, let's go!

Luana, tu vens do céu
Luana, tu és branca, és meu véu
Luana, tu és doce, tu és mel
Luana, tu és tão confusa
Luana, não abusa
Oh, Lua Luana, eu sei que tu me amas
Luana, Luana, quero que tu olhes no espelho
E então, me verás
Luana, Luana, serei sincera e não vou te magoar
Luana, Luana, eu sou você, pode confiar
Luana, Luana, eu sempre vou te amar
Luana, o tempo irá mostrar
Luana, não chores chuva, contigo vou estar
Luana, a agonia nunca vai te sufocar
Enquanto houver momentos de luz
Enquanto você ser forte, suportar a cruz
Eu serei a Lua que te conduz
Suportarei contigo todos esses momentos
Eu vou entender teus sentimentos
Olhes no espelho e me verás
Terás carta na manga, um ás
A vida é fugaz
E quando a dor te abraçar
E quando a derrota se aproximar
E enquanto o pesadelo não acabar
Eu estarei em teu lar, eu vim pra te ajudar
Olhes no espelho e me verás
Luana, eu sou quem tu mais necessitas
Luana, não se esqueças das tulipas
Luana, teus sonhos voam feito pipas
Luana, tu és feliz
Luana, eu sempre te quis
Luana, sempre mude e pra melhor
Luana, eu só quero o teu amor
Eu confio nas tuas lágrimas
Eu confio no teu sorriso
Suas escolhas são imãs
E é tudo o que eu preciso.

2 de fevereiro de 2011

Farol

Quero ser o teu espelho
Receber o teu conselho
Duas vidas juntas, sem rodeio
Nem te amo nem te odeio
Meu confuso amante
Se te quero a todo instante
Sinto pena do meu solitário viver
Não te quero por querer
É mais que amar
Nunca consegui te odiar
Se te quero o tempo todo
É porque tu és meu iodo
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco
Sem você meu mundo é oco
É de faltar o ar
Causa sufoco, causa sufoco
E se te quero a todo o instante
É porque minha vida está em tua estante
Sirvo-lhe meu coração de bandeja no jantar
Desde que amor em mim...
Tu possas enxergar, provar, aprovar
Mas se não ver, não, não vou sofrer
Porque eu sei, é mais que amor, é mais que amar
É de faltar ar
Causa sufoco, causa sufoco.
Meu farol, meu farol
Sem ti, perco o foco.